31 de maio de 2021

31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco

Prática é responsável por 8 milhões de mortes ao ano e cerca de 25% dos óbitos por câncer

Nesta segunda-feira, dia 31, é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, uma forma de chamar a atenção a um hábito muito agressivo à saúde – de si e de terceiros – que, em tempos de pandemia, pode trazer graves complicações. A Rede de Saúde do Distrito Federal oferece assistência e tratamento para fumantes, com foco na reabilitação de pessoas que desejam parar de usar o tabaco.

Em 2021, a luta antitabagismo completa 100 anos. Ao longo de todo mês de maio, a Secretaria de Saúde promoveu uma campanha publicitária expondo todos riscos do tabaco

Atualmente, 58 unidades de saúde oferecem o tratamento antitabagismo em todas as regiões do DF. A abordagem é feita em duas frentes: o tratamento cognitivo comportamental, que consiste em orientações e estratégias para inibir o desejo de fumar, e o tratamento medicamentoso, que presta assistência farmacêutica aos casos mais graves.

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“O tratamento medicamentoso consiste no alívio dos sintomas às crises de abstinência que os pacientes possam ter. Nem todas as pessoas precisam utilizar o medicamento; ele vai ser prescrito após avaliação médica para aqueles pacientes que não estão tolerando os sintomas das síndromes de abstinência”, explica a Referência Técnica Distrital (RTD) de Tabagismo Nancilene Melo.

Campanha da Secretaria de Saúde alerta sobre os riscos de uso do tabaco, que se agravam diante da pandemia | Arte: Agência Saúde

Em 2021, a luta antitabagismo completa 100 anos. Ao longo de todo mês de maio, a Secretaria de Saúde (SES) promoveu uma campanha publicitária expondo todos os riscos do tabaco.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é responsável por 8 milhões de mortes ao ano. Cerca de 25% dos óbitos por câncer guardam relação com o fumo.

Além do risco de morte, o tabagismo deixa a pessoa mais suscetível a infartos e tromboses, podendo ser igualmente responsável por outras enfermidades, como tuberculose, derrames, perda de sentidos (visão e audição), disfunção erétil e infertilidade.

A indústria do tabaco também é responsável por vários danos ao meio ambiente, com a emissão de gases poluentes e a contaminação do solo, além da poluição urbana devido ao descarte inadequado das bitucas.

Tabagismo e covid-19

Em meio à pandemia por covid-19, a OMS lançou uma publicação intitulada 101 razões para parar de fumar, expondo todos os riscos do tabagismo ativo e passivo e suas relações com o vírus Sars-CoV-2, agente causador da doença.

Segundo a organização, o novo coronavírus pode ser ainda mais prejudicial para fumantes e ex-fumantes, por se tratar de um vírus muito agressivo aos pulmões. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, em Wuhan, na China, as pessoas que fumam têm 14 vezes mais chances de desenvolver quadros graves de covid-19 do que os pacientes que não possuem o hábito.

“O tabaco tem uma parte particulada da fumaça que, quando cai na corrente sanguínea, vai causar um processo inflamatório dentro da veia e das artérias, além da ação direta nas vias respiratórias, que podem causar doenças crônicas. A covid-19, basicamente, é uma doença respiratória também; ela causa um processo inflamatório vascular de uma forma muito intensa, e isso é responsável pelo processo trombótico”, esclarece a RTD.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA

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