8 de outubro de 2021

Bitcoin mira nova alta semanal com apoio de institucionais, Chiliz vai além dos esportes e mais notícias

Criptomoeda passou de US$ 56.000 pela primeira vez desde 11 de maio nesta manhã

O Bitcoin (BTC) prepara mais um fechamento semanal positivo após abrir a sexta-feira (8) em nova alta. A criptomoeda ultrapassou momentaneamente os US$ 56 mil pouco antes das 6h, preço que não era registrado desde 11 de maio, um dia antes de recuar mais de 10% a caminho das mínimas de julho.

Às 7h02, o BTC era cotado a US$ 55.386, em alta diária de 1,6%. Na semana, o principal ativo digital do mundo já acumula valorização de 26,4%. Segundo o JP Morgan, o rali é apoiado pela reentrada do capital institucional, que volta a buscar proteção contra a escalada da inflação global.

Um movimento parecido foi visto em 2020 durante o auge da crise provocada pela pandemia. Na ocasião, os aportes institucionais foram apontados como o principal catalisador para a disparada de preço do Bitcoin de US$ 10.000 para quase US$ 65.000 em seis meses.

A volta dos institucionais é registrada logo após a aprovação do primeiro ETF com exposição indireta ao Bitcoin nos Estados Unidos.

As notícias resultam no maior nível em meses (74 de 100 pontos) do Índice de Medo e Ganância do Bitcoin, que mede o sentimento dos investidores em relação à criptomoeda.

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Os ganhos do Bitcoin também se espalham por demais criptomoedas, principalmente as de menor valor de mercado. Essas altcoins registram desempenho ainda melhor no dia e sobem até 21%, caso da Fantom (FTM), que oferece uma solução alternativa ao Ethereum (ETH) e soma valorização de mais de 90% nos últimos sete dias.

A Chiliz (CHZ), moeda nativa da blockchain que cunha quase todos os fan tokens do mercado, incluindo de Flamengo, Corinthians e São Paulo, também se destaca com valorização de 11% na esteira de anúncio que empresa irá expandir o negócio para além dos esportes.

Na outra ponta, a criptomoeda que mais cai no dia é a Shiba Inu (SHIB), que despenca quase 30% após disparada que alcançou quase 400% em uma semana. Dessa maneira, mesmo com o forte recuo no dia, o ativo ainda acumula alta semanal de cerca de 200%.

Investidores institucionais estão comprando Bitcoin para se proteger de inflação, diz JP Morgan

Segundo um relatório do JP Morgan divulgado para clientes na quinta-feira (7), investidores institucionais estão se voltando novamente para o Bitcoin (BTC) como ativo de proteção contra a inflação. A moeda digital teria inclusive ganhado preferência em relação ao ouro.

“Os investidores institucionais parecem estar voltando ao Bitcoin, talvez vendo-o como uma proteção de inflação melhor do que o ouro”, apontou o documento.

Para os analistas do banco, o ressurgimento de preocupações com a inflação entre os investidores renovou o interesse no uso da criptomoeda como hedge, o que, por sua vez, gerou uma nova onda de compras que estaria alimentando o rali que já resulta em alta semanal de quase 30% nos últimos sete dias.

O JP Morgan corrobora a tese levantada por dados trazidos pela casa de análise Glassnode, que já apontava a volta do capital institucional para a criptomoeda desde a última semana de setembro.

Na ocasião, a entrada diária de, em média, US$ 1,75 bilhão no mercado teria sido responsável pelo fechamento mensal em US$ 43 mil, nível considerado crucial para dar ensejo a um movimento de alta em outubro, considerado um mês historicamente de recuperação para a criptomoeda.

Empresa pioneira dos fan tokens quer tokenizar marcas fora dos esportes

A Chiliz (CHZ), empresa-irmã da Socios.com, vai deixar de ser focada apenas nos esportes e prepara expansão para outras indústrias.

Em anúncio na manhã desta sexta-feira (8) via Twitter, o CEO Alexandre Dreyfus confirmou que a companhia irá investir US$ 60 milhões na tokenização de mídia, entretenimento (TV, música) e varejo, além de marcas em geral.

“Nosso objetivo é nos tornarmos um dos empreendimentos de blockchain mais mainstream/voltados para o consumidor”, disse o executivo.

O movimento acontece após a empresa liderar com sucesso a popularização dos fan tokens, categoria de criptoativos que já coleciona mais de 100 times de diversas modalidades.

A Chiliz é a plataforma onde foi cunhada a maioria dos fan tokens de times de futebol, incluindo Barcelona, Juventus e Paris Saint Germain, além de quatro clubes brasileiros até aqui: Atlético Mineiro e Corinthians, que já contam com os tokens $GALO e $SCCP, e Flamengo e São Paulo, que ainda preparam o lançamento dos ativos voltados para torcedores.

Fonte: Infomoney

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