Lacen-DF já analisou mais de mil amostras de Varíola dos Macacos

14 de setembro de 2022

Mais da metade dos exames são de pacientes suspeitos e identificados em outros estados. A capacidade de análise chega a 300 amostras

O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) já realizou mais de mil análises de amostras coletadas de pacientes com suspeita de varíola dos macacos, também conhecida por Monkeypox.

Desde total, mais da metade foram exames solicitados e coletados pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins. A unidade da Secretaria de Saúde foi uma das primeiras no país a fazer esse tipo de teste e hoje também é responsável por apoiar o Acre e Roraima na identificação de casos confirmados da doença.

“A nossa capacidade vai bem além do que estamos fazendo hoje”, garante a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva. Até 300 análises podem ser feitas a cada semana, e o número pode aumentar em caso de necessidade.

Hoje, há laboratórios em seis estados com esse serviço. A unidade do Distrito Federal foi escolhida como referência para a região pelo Ministério da Saúde por conta da sua capacidade técnica e para racionalizar o uso dos reagentes, aproveitando para testar pelo menos dez amostras simultaneamente.

“A Secretaria de Saúde tem investido fortemente na vigilância epidemiológica para oferecer um serviço de qualidade para a população em consonância com os princípios do SUS”, afirma o epidemiologista Jadher Percio, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP).

Casos

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 98,5% dos casos estão entre pessoas do sexo masculino. Desse percentual, 76,5% é de homens entre 18 e 44 anos; 0,5% de 0 a 17 anos e 0,1% de 0 a 4 anos. A idade mediana dos infectados é 36 anos.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 93,2% dos casos confirmados são entre pessoas do sexo masculino. Desse percentual, 93,9% são em homens entre 18 e 49 anos; 3,5% de 0 a 17 anos e 0,6% de 0 a 4 anos. A idade mediana é de 31 anos. Praticamente a metade, 49,7% é de homens que declararam ter relação sexual com outros homens.

“Grupo de risco não existe, mas comportamentos de risco sim. O contato íntimo, incluindo o sexual, com pessoas infectadas é o maior fator de risco para a disseminação da doença”, explica Jadher Percio. Contudo, há o alerta, de acordo com o Ministério da Saúde, de que a monkeypox pode contaminar qualquer pessoa, independentemente de orientação ou prática sexual.

Por Redação Jornal de Brasília

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