Rússia ataca Ucrânia pela terra, pelo ar e pelo mar

24 de fevereiro de 2022

É o maior ataque de um país europeu contra outro do mesmo continente desde a Segunda Guerra; Putin justificou ação militar para proteger separatistas no leste e ameaçou quem tentar interferir. ONU pediu que ele recue e Biden disse que guerra será catastrófica.

Biden fala sobre ataques russos na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fala neste momento sobre a ocupação russa do território ucraniano.

“Este é um ataque premeditado”, disse Biden. “Vladimir Putin está planejando isso há meses.”

“[Putin] rejeitou todos os esforços que fizemos para resolver essa situação com o diálogo”, disse Biden.

O democrata anunciou que irá divulgar ainda mais sanções contra a Rússia.

Durante a madrugada, o americano condenou, em comunicado, a decisão do líder russo Vladimir Putin de autorizar uma operação especial no leste da Ucrânia.

“Putin escolheu uma guerra que trará perdas de vidas e sofrimento”, lamentou Biden em nota.

Rússia disposta a negociar rendição de Kiev, diz agência russa

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, durante discurso na última sexta (18)

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, durante discurso na última sexta (18) (Foto: Sputnik/Sergey Guneev/Kremlin via REUTERS)

Segundo a agência de notícias russa RT, vinculada ao governo do país, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, anunciou que Vladimir Putin está disposto a negociar termos de rendição de Kiev diante os ataques que estão acontecendo nas últimas horas.

Ainda segundo a agência, Peskov disse que Putin expressou sua disposição de discutir com Volodymyr Zelensky uma garantia de status neutro e a promessa de não ter armas em território ucraniano.

“A operação tem seus objetivos, e eles devem ser alcançados. O presidente disse que todas as decisões foram tomadas e os objetivos serão alcançados”, completou Peskov

Homenagem no país vizinho

Painel do aeroporto internacional de Wroclaw, na Polônia, faz homenagem à Ucrânia no painel que mostra voos cancelados para o país vizinho

Painel do aeroporto internacional de Wroclaw, na Polônia, faz homenagem à Ucrânia no painel que mostra voos cancelados para o país vizinho (Foto: Ernani Lemos/TV Globo)

O aeroporto internacional de Wroclaw, na Polônia, amanheceu com dezenas de voos cancelados para a Ucrânia com o fechamento do espaço aéreo.

A administração do aeroporto fez uma homenagem ao país vizinho nos painéis que mostram os voos de partida e chegada, com bandeiras azul e amarela.

Biden fala sobre ataques russos na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fala neste momento sobre a ocupação russa do território ucraniano.

“Este é um ataque premeditado”, disse Biden. “Vladimir Putin está planejando isso há meses.”

“[Putin] rejeitou todos os esforços que fizemos para resolver essa situação com o diálogo”, disse Biden.

O democrata anunciou que irá divulgar ainda mais sanções contra a Rússia.

Durante a madrugada, o americano condenou, em comunicado, a decisão do líder russo Vladimir Putin de autorizar uma operação especial no leste da Ucrânia.

“Putin escolheu uma guerra que trará perdas de vidas e sofrimento”, lamentou Biden em nota.

Rússia disposta a negociar rendição de Kiev, diz agência russa

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, durante discurso na última sexta (18)

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, durante discurso na última sexta (18) (Foto: Sputnik/Sergey Guneev/Kremlin via REUTERS)

Segundo a agência de notícias russa RT, vinculada ao governo do país, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, anunciou que Vladimir Putin está disposto a negociar termos de rendição de Kiev diante os ataques que estão acontecendo nas últimas horas.

Ainda segundo a agência, Peskov disse que Putin expressou sua disposição de discutir com Volodymyr Zelensky uma garantia de status neutro e a promessa de não ter armas em território ucraniano.

“A operação tem seus objetivos, e eles devem ser alcançados. O presidente disse que todas as decisões foram tomadas e os objetivos serão alcançados”, completou Peskov

Homenagem no país vizinho

Painel do aeroporto internacional de Wroclaw, na Polônia, faz homenagem à Ucrânia no painel que mostra voos cancelados para o país vizinho

Painel do aeroporto internacional de Wroclaw, na Polônia, faz homenagem à Ucrânia no painel que mostra voos cancelados para o país vizinho (Foto: Ernani Lemos/TV Globo)

O aeroporto internacional de Wroclaw, na Polônia, amanheceu com dezenas de voos cancelados para a Ucrânia com o fechamento do espaço aéreo.

A administração do aeroporto fez uma homenagem ao país vizinho nos painéis que mostram os voos de partida e chegada, com bandeiras azul e amarela.

Chernobyl é tomada pelos russos

O conselheiro da Presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, informou que a usina nuclear de Chernobyl foi capturada pelas forças russas.

Ele disse que “não é possível garantir a segurança da área” onde há um depósito de resíduos nucleares e afirmou que essa é uma das “ameaças mais sérias para a Europa no momento”.

Ucrânia diz que russos tomaram usina nuclear de Chernobyl

Acidente nuclear

Um dos reatores da usina de Chernobyl, na Ucrânia – então sob comando soviético –, explodiu em abril de 1986.

As emissões nucleares do acidente foram equivalentes a 400 bombas de Hiroshima.

Na ocasião, 30 pessoas morreram.

A região ao redor da antiga usina não é habitável e é conhecida como Zona de Exclusão.

OSCE, organização que monitorava a guerra civil na Ucrânia, deixará o país

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciou nesta quinta-feira (24) que decidiu retirar todos os seus membros da Ucrânia assim que isso puder ser feito de forma segura,

A decisão foi informada por um diplomata da OSCE à agência de notícias Reuters.

Membro da missão especial de monitoramento da OSCE anda ao lado de comboio das forças ucranianas em Paraskoviyvka, na Ucrânia, em 2015

Membro da missão especial de monitoramento da OSCE anda ao lado de comboio das forças ucranianas em Paraskoviyvka, na Ucrânia, em 2015 (Foto: Gleb Garanich/Reuters)

Mais cedo, a entidade já havia dito que iria se adaptar às novas condições, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Há centenas de observadores da OSCE há anos na Ucrânia. Eles eram encarregados de monitorar a guerra civil no leste do país, onde havia disputas entre regiões separatistas e o governo ucraniano.

A secretária-geral da OSCE afirmou que a segurança dos trabalhadores da organização é a maior prioridade.

Rússia diz ter atingido 83 alvos na Ucrânia

O Ministério da Defesa da Rússia disse que destruiu 83 alvos na Ucrânia, segundo a agência russa de notícias, Interfax.

Reino Unido anuncia mais sanções contra a Rússia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou mais uma série de sanções contra a Rússia. As novas medidas afetam bancos russos e impedem que o país faça transações em libras esterlinas.

“Vamos apertar a Rússia, vamos tirar ela da economia global”, disse Johnson ao Parlamento.

Ele também anunciou sanções contra Belarus, país aliado de Moscou.

Johnson chamou o presidente russo de “agressor” e disse que Putin sempre teve a intenção de invadir a Ucrânia.

“Putin tem que ser condenado aos olhos do mundo, não dá para tirar o sangue do povo ucraniano de suas mãos”, disse Johnson.

“Tentamos a diplomacia até a última hora”, disse o premiê.

Ele anunciou a transferência do corpo diplomático da embaixada de Kiev para Lviv, no oeste da Ucrânia, e anunciou mais um pacote de sanções.

Mais de 1 mil manifestantes são detidos na Rússia

Mais de 1 mil pessoas foram presas enquanto participavam de protestos em diversas cidades da Rússia contra a invasão na Ucrânia.

O balanço foi feito pela organização OVD-Info, que costuma acompanhar a repressão do governo russo contra manifestantes.

Ao menos 47 cidades, incluindo a capital Moscou, registraram protestos contra a decisão do presidente Vladimir Putin de autorizar a investida.

Suécia abandona embaixada em Kiev

O ministério das Relações Exteriores da Suécia acaba de informar que vai abandonar a embaixada do país em Kiev.

Os diplomatas que serviam na Ucrânia serão transferidos para a Polônia temporariamente, disse a chanceler Ann Linde em nota.

Já a diplomacia da Estônia alertou a seus cidadãos que deixassem a Ucrânia – ou que evitassem visitar o país.

Países vizinhos alteram serviços consulares

A Lituânia avisou que não está mais concedendo vistos para cidadãos da Rússia depois da invasão da Ucrânia.

Já a Polônia fechou alguns de seus consulados na Ucrânia —os escritórios de Kiev e Lviv continuam a operar, mas as demais representações polonesas suspenderam os serviços.

Putin: ‘Estamos nos preparando para sanções’

Em 1ª fala após invasão, presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que “não podia agir diferente” e que está preparado para sanções.

Putin conversou com empresários em Moscou nesta quinta-feira (24) sobre as medidas impostas pelo Ocidente contra a Rússia após o Kremlin autorizar uma operação de ataque contra a Ucrânia.

O presidente russo disse aos empresários que “foi obrigado” a tomar a decisão de atacar a Ucrânia e que “não tinha como agir diferente”.

O mandatário reforçou que tentativas anteriores de Moscou para resolver a situação da segurança na região eram sempre ignoradas.

Putin exige, entre outras coisas, que a Ucrânia não faça parte da aliança militar do ocidente, a Otan.

Ele tentou tranquilizar os empresários e disse que a Rússia segue sendo parte de uma economia global, e que não pretende alterar a ordem vigente.

Russos e ucranianos lutam perto de Chernobyl

O Ministério de Interior da Ucrânia disse que as tropas russas que invadiram o país vindas da Belarus avançam em direção à região da Zona de Exclusão de Chernobyl.

Até 1986, havia lá uma usina nuclear, mas Um dos reatores explodiu, e houve emissões nucleares por causa do acidente.

A região ao redor da antiga usina não é habitável e é conhecida como Zona de Exclusão.

Soldados ucranianos treinam para guerra perto da usina nuclear de Chernobyl em 4 de fevereiro de 2022

Soldados ucranianos treinam para guerra perto da usina nuclear de Chernobyl em 4 de fevereiro de 2022 (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)

“As tropas da Guarda Nacional responsáveis pela proteção do local de armazém (o local onde funcionava a usina que explodiu) estão resistindo bravamente”, disse Anton Herashchenko, assessor do Ministério do Interior.

Segundo ele, se tiros atingirem o armazém, há risco de poeira radioativa pairar nos territórios da Ucrânia, da Belarus e de países da União Europeia.

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